quarta-feira, 10 de agosto de 2016


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Miles Davis and John Coltrane - So What


"Siga-me por este caminho"


CAMINHO DA GRAÇA

Por
Jorge Camargo e Gladir Cabral

O caminho é mais do que um lugar
É provar de um mistério
É vontade louca de abraçar
De encontrar sem horário

Ter aberto o próprio coração
A primeira porteira
Entoar os versos da canção
Muito além da fronteira

É provar o calor dos desertos
É beber o sereno das noites
Os temores de tempos incertos
É cair, levantar,
Aprender, retomar

O caminho é mais do que um lugar
Caminhar é preciso
Mesmo quando tudo faz chorar
Ensaiar um sorriso

Contemplar a beleza de estrelas
Partilhar a doçura de amá-las
Celebrar toda graça de vê-las
Desfrutar, padecer,
Relembrar, esquecer

Boa noite

Finda-se este dia
Que meu Pai me deu
Sombras vespertinas
Cobrem já os céus
...
Oh! Jesus bendito
Se comigo estás
Eu não temo a noite
Vou dormir em paz

Guarda o marinheiro
No violento mar
E aos que sofrem dores
Queiras confortar

Ao tentado estende
Tua mão, senho
Manda ao triste e aflito
O consolador

Com os pecados de hoje
Eu te entristeci
Mas perdão te peço
Por amor de ti

Oh! Jesus bendito
Livra-me do mal
E seguro alcanço
Proteção real

LIMPA O MEU OLHAR!

Um olhar “condicionado” é um olhar determinado pela escravidão a algo que não deixa ver!
O problema é que o que condiciona o olhar é o próprio olhar...
O olhar, portanto, é o mestre ou o algoz do próprio olhar...
Isto porque há um olhar que antecede ao olhar que vê...
Falo do olhar que não usa os olhos, mas interpreta a vida...
Sim, falo do olhar que todo ser humano tem, mesmo quando fica cego...
Olhar é interpretar...
Entretanto, há um olhar que precede o interpretar...
Que olhar é esse?...
Ora, é o olhar de meu ser acerca de mim mesmo!...
Eu não vejo mundo algum sem que o veja a partir de meu ser!...
Por isto [...] Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo/ser...
O olhar do meu ser não tem que iluminar o mundo com luzes de falsificação...
O olhar do meu ser somente será iluminado se antes me iluminar!...
O meu olhar não tem que iluminar o mundo, mas tem que me iluminar em qualquer que seja o mundo...
A escuridão não está no mundo...
A escuridão está em mim...
Assim, Jesus diz que será a luz do mundo apenas aquele que tem um olhar que ilumina antes o seu próprio ser...
Vós sois a luz do mundo” [...]
Os olhos são a lâmpada do corpo... Se os teus olhos forem bons, todo teu ser estará iluminado, mas se forem maus, todo o teu ser estará em trevas”...
Mas há quem se candidate a ser luz do mundo vivendo em profunda escuridão...
É mais fácil brincar de luz do mundo do que limpar o olhar todos os dias!...
Desse modo, por tal principio, o que Jesus me ensina é que o mundo pode ficar como ficar, mas, ainda assim, meu ser poderá ser pura luz apesar de tudo...
Não estou esperando a luz acender no mundo para ajudar o meu olhar...
Não! O mundo não se iluminará a fim de me ajudar!...
Todavia, ainda que eu ande no vale da sombra da morte não me faltará Luz no Olhar, pois, Tu estás comigo...    
Olhar/consciência/luz!...
O Evangelho limpa o olhar...
O Evangelho produz consciência...
O Evangelho é Luz...
Jesus é o Evangelho...
Jesus vai se tornando a consciência do discípulo...
Jesus é a Luz do meu olhar...
Neste novo ano tudo o que peço ao Pai é um olhar/crer/interpretar/sentir muito mais limpo do jamais antes em minha vida...
É o que desejo a você também!...

Nele, que quer ser a minha mente, a minha alma e a minha expressão de ser em mim e na vida [...], a fim de que, sendo como Ele [...], eu seja como eu mesmo deveria ser,

C.F

VOCÊ CANSOU DA BONDADE?...



Nós, humanos, temos enorme facilidade de mudarmos para o mal; está na nossa natureza caída esta tendência; e, entregues a nós mesmos, é da nossa perversa natureza a inclinação mutante para o que não seja aquilo para o que fomos criados.

Difícil mesmo é mudarmos dia a dia para o melhor de nós; para a semelhança de Deus; para o amor, a alegria, a paz, a bondade, a longanimidade, a mansidão e o domínio próprio.

Entretanto, mudarmos na direção do que seja bom é como subir uma ladeira, é como entrar pela porta muito estreita, é como escolher o caminho que poucos escolhem percorrer, é como nadar contra o fluxo das correntezas, é como a vereda aquática do salmão buscando morrer no lugar onde aconteceu a sua origem...

A maior evidencia dessa capacidade natural de piorar a gente se observa nas crianças. Sim, lindas, santas, puras, espontâneas, livres, abertas, perdoadoras, e tudo de bom; mas que, logo, logo, pelas influencias recebidas, não demoram a aprender aquilo que lhes dês-configurará em relação ao que um dia tiveram como divina beleza natural.

Outra grande evidencia é a mudança negativa do santo; sim, daquele que conhecemos humilde, simples, ensinável, feliz na fé, amante dos pequenos, paciente, temente a Deus, puro de coração, limpo de lascívias, receoso de magoar, de humilhar, de falar mal, de gritar de raiva, de irar-se, de se tornar deveras exigente, de nunca esquecer a gratidão; sim, sempre olhando para trás e vendo o que recebeu de graça, o que lhe veio como dádiva, o que não lhe era natural, mas que nele foi enxertado, aplicado e inserido contra a sua própria natureza —; mas que, com o tempo, com o hábito ao sublime, ou com alguns serviços prestados [supostamente a Deus, à causa, ou ao próximo], começa a sentir-se dono de si mesmo, da sua natureza, dos seus direitos; lentamente tornando-se patrão da vida, exigente, impaciente, descontrolado, arrogante, sem pequenas compaixões [às vezes mantendo apenas as grandes compaixões], porém, sem cuidado no trato geral; e, desse modo, arrumando concessões para si mesmo; praticando auto-indulgências antes inconcebíveis; e, sem que o note, bem gradualmente, vai se desfigurando [...], como disse, sem que isto lhe seja perceptível; sim, sem que sua feiura lhe seja revelada; especialmente se um dia a vida com Deus foi muito real, o que, paradoxalmente, agora, lhe serve de álibi para ser contra o que foi chamado a manifestar no ser.

Jesus disse que o sentimento de demora acerca da Vinda do Filho do Homem geraria essas mutações em muitos; todavia, deve-se interpretar esse sentir de demora também como o passar do tempo da vida da gente na fé, ou como a não realização do bem por nós crido, ou também como cansaço em relação ao trabalho do amor [...], que é como o de enxugar gelo, sem recompensas e sem férias; ou ainda: como a exaustão de si mesmo, quando as dinâmicas da renovação do amor não aconteceram em nós pelo habito ao sublime, ou pelo autoengano de que já se alcançou demais ou bastante no entendimento do Evangelho.

Daí a advertência de Paulo quanto a não nos cansarmos de fazer o bem a todos os homens!

Sim; o que nos salva de tal processo [o qual é inevitável que a todos os santos acometa de um modo ou de outro, uma hora ou outra, numa ou noutra estação da vida], é o desafio não seletivo de que se deva fazer o bem sempre e a todos os homens.

Do contrário, elegemos ocasiões, pessoas e circunstâncias para as expressões das nossas bondades, e, quanto aos demais, ficamos indiferentes, ou, em alguns casos, especialmente ante aos chatos, descuidados, cronicamente tropeçantes, ou quanto àqueles que nos perturbam [...] — deixamos de ser aquilo que, para os nossos eleitos, nós somos, ou, pelo menos, buscamos ser...

Eu creio no que digo, tanto quanto sei o que digo; pois, em mim mesmo, provei tais sutilezas!

Durante mais de vinte anos meu coração não vacilou na bondade, na paciência, na longanimidade, na humildade, no coração sempre quebrantado em relação ao meu próximo; até que [...] veio o cansaço; o cansaço do bem sem retorno; a exaustão em relação à recalcitrância crônica; o desanimo quanto ao que o bem poderia produzir de mudança nos outros; e, assim, bem devagar [...], sem que eu notasse, fui caindo no amor seletivo, na bondade por eleição, na virtude seletiva; e pior: lentamente fui assumindo conceitos mundanos como se fossem os únicos modos de lidar com certas pessoas ou situações; até que percebi que me havia desconvertido do chamado do amor e da minha vocação essencial.

Ora, a volta ao início de tudo [...] acontece pelo reconhecimento desse desvio do ser; o que, sem apelação, deve ser seguido pelo exercício da entrega dos nossos direitos e razões; os quais devem se expressar também contra toda e qualquer disposição de provar que se está certo; ou de termos pena da nossa solidão na busca do bem; e, sobretudo, pela nossa convicção contra nós mesmos [...]; a fim de que aconteça o Paulo recomenda: “Para que não façamos o que seja do nosso próprio querer!

Maturidade de entendimento que não se renove pela humildade e pelo quebrantamento no exercício do bem, apenas gera pessoas seletivamente bondosas; e nos põe no caminho liso das virtudes escolhidas e praticadas para pessoas pré-selecionadas; o que, sem dúvida, é também hipocrisia.

Em meio a isto tudo [aprendi na prática com o meu pai; além de ser um principio da Palavra], deve-se ficar quieto; suportar certas coisas em silêncio; e, se tivermos que tratar delas, buscarmos fazer com toda humildade e mansidão; ainda que estejamos esmados de direitos próprios ou adquiridos.

Entretanto, sei em meu próprio coração como é sutil o caminho para tal desvio; e pior: como é difícil percebê-lo em nós uma vez que ele entre em estado de concubinato com as nossas virtudes selecionadas [...] e com nossos direitos adquiridos pela via do cansaço solitário na pratica do bem.

Ora, a checagem do nosso coração quanto a tais coisas tem que ser mais que diária; de fato, deve ser caso a caso, o dia inteiro; posto que baste um precedente para que a insuportável leveza desse surto se reinicie em nós!

Portanto, não nos cansemos de fazer o bem a todos os homens; sim, pois somente deste modo a nossa salvação se desenvolve em nós; nunca esquecendo que também é essencial que não percamos a alegria e a exultação da esperança da gloria de Deus como vocação da nossa vida; do contrário, as forças do cansaço nos dominam e nos corrompem sem que as sintamos em operação em nós.


Nele, em Quem o caminhar não tem férias, embora deva acontecer em descanso,


C.F

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

sábado, 28 de novembro de 2015

Vaidade e orgulho, êxito e fracasso


Fernando Pessoa
[...]
O orgulho é a consciência (certa ou errada) de nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência de nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, por ser ambas as coisas vaidoso e orgulhoso, pode ser – pois tal é a natureza humana – vaidoso sem ser orgulhoso.
É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência de nosso mérito para os outros, sem a consciência de nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a verdade em ação.
Como em todo homem existem as qualidades universais da humanidade toda em baixo grau que seja, todos são até certo ponto orgulhosos e até certo ponto vaidosos.
O orgulho é, em si mesmo, tímido contractivo; a vaidade, ousada e expansiva. Aquele que está seguro (por mais errado que seja) de que vencerá ou conquistará, não pode temer. O medo – onde não é uma disposição mórbida, arraigada em neurose – não é mais do que falta de confiança em nós mesmos para dominar um perigo.
[...]
O sinal intelectual exterior da vaidade é a tendência à zombaria e ao rebaixamento dos outros. Só pode zombar e deleitar-se na confusão dos outros quem, instintivamente, se sente não vulnerável a semelhante zombaria e rebaixamento.
[...]
(Admiremos, mas nunca idolatremos. E se devemos idolatrar, idolatremos somente a verdade, pois é a única idolatria que não pode corromper, uma vez que o que a idolatria corrompe é a verdade, e a idolatria da verdade é, portanto, a única que não pode corromper (gasta-se a si mesma?).
[...]
Nada prejudica tanto um homem na estima dos outros quanto o senso de que ele pode ser melhor do que eles. Ao senso geral e constante de que ele não lhes é superior. Soma-se a suspeita ocasional de que ele pode ser, e o desapreço, incolor como é, assume uma tonalidade de inveja, pois os homens que só admiram quando têm certeza, invejam por suposição.
A hesitação no saber de que um homem pode ser melhor que nós é tão enervante como se alguma coisa agradável nos possa acontecer; esperamos que não, mas esperamos com incerteza. E, como assim tememos mais o acontecimento que semitememos, no outro caso, detestamos mais o homem que quase admiramos. Em ambos os casos, tememos a possibilidade da certeza, mais do que a própria certeza (“não sabemos se devemos admirar”).
Se apenas o senso do desapreço paira como uma sombra sobre as mais negras tragédias da maturidade de Shakespeare, é impossível afirma-lo; mas não é possível que tal desapreço tivesse sido o único na causa da melancolia que se revela diretamente em Hamlet, que escorre nas frases de Otelo e Rei Lear, que, aqui e ali, serpenteia, como se seguisse a contorção da mente sofredora, própria estrutura verbal das supremas expressões de Antônio e Cleópatra. O próprio desapreço desdobra-se em vários elementos depressivos.
Temos em primeiro lugar o próprio desapreço , em segundo, o apreço a homens inferiores, e em terceiro, o senso de que, algum esforço como o de outros homens – a erudição de um, as conexões de outro, o acaso, qualquer que possa ter sido, de um terceiro, poderia ter vencido a dificuldade. Mas o próprio gênio que causa o desapreço inicial embota o espírito para as atividades que poderiam contrabalançá-lo
O homem pobre e orgulhoso, que sabe que seria menos pobre se pudesse ao menos esmolar ou humilhar-se, sofre não menos pela sua pobreza, não só pela melhor posição social de homens menos orgulhosos ou mais afortunados, mas também pela impossibilidade de esmolar como eles ou curvar-se como eles diante daquilo que os liberta de uma pobreza semelhante.
Surge então uma revolta do homem contra seu próprio temperamento; nele se instala a dúvida de si mesmo e, como o homem pobre e orgulhoso pode perguntar a si mesmo se não será inábil para as coisas práticas mais do que demasiado orgulhoso para descer até elas, ou se seu orgulho não será o modo de mascarar a si mesmo a sua incompetência para a ação, pode o homem de gênio que não é apreciado cair na dúvida de se sua inferioridade de senso prático não é uma inferioridade em si mesma e não somente o lado negativo de uma superioridade, o defeito de um mérito que não poderia existir sem tal defeito.
[Fernando Pessoa – Obra em prosa – Ideias estéticas da literatura/literatura europeia – Editora Aguilar, Rio de Janeiro, página 312]

Da preguiça como método de trabalho


Mario Quintana
[...]
A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda. Não poderia viajar pelo mundo inteiro.
Conta-se que em fins do século passado, num remoto país do Oriente, a viagem da capital à fronteira levava nada menos que trinta dias, e ainda por cima a lombo de camelo. E sucedeu que um engenheiro britânico ali residente, em nome do progresso, resolveu remediar a coisa.
– Enfim – concluiu ele, após uma audiência com o respectivo xá, ou coisa que o valha – , construindo-se a estrada de ferro de que o país tanto necessita, a viagem até a fronteira poderá ser feita em um só dia!
– Mas – objetou o velho monarca que o ouvira com uma paciência verdadeiramente oriental – o que é que a gente vai fazer dos vinte e nove dias que sobram?!
… E mais confortador das longas viagens de trem são esses burricos pensativos que vemos à beira da estrada e nos poupam assim o trabalho de pensar…
Certa vez abalancei-me a  um trabalho intitulado “Preguiça”. Constava do título e de duas belas colunas em branco, com a minha assinatura no fim. Infelizmente não foi aceito pelo supercilioso coordenador da página literária.
Já viram desconfiança igual?
Censurar uma página em branco é o cúmulo da censura.
Em suma: o que prejudica a minha preguiça prejudica o meu trabalho.
Compensação:
Suave preguiça que, do mal querer
E de tolices mil, ao abrigo nos pões…
Por tua causa, quantas más ações
Deixei de cometer!
[Mario Quintana - Editora Nova Aguilar, página 631]



sábado, 7 de novembro de 2015

Prece pela paz Desmond Tutu


Oh Deus, todo santo, tu és nossa Mãe e nosso Pai; e nós, teus filhos. Abra nossos olhos e coração para que possamos discernir a tua obra no universo. E sermos capazes de perceber teu rosto em cada um de teus filhos e filhas. Que possamos aprender que existem muitos caminhos, mas todos chegam a Ti. Ajuda-nos a saber que tu nos criaste para a família, para a camaradagem, para a paz, para a gentileza, para a compaixão, para o cuidado e para a partilha.
Que possamos aprender que tu nos queres cuidando uns dos outros, com a noção de que somos irmãs e irmãos, membros de uma mesma família, Tua família, a família humana. Ajuda-nos a transformar nossas espadas em arados e nossas flechas em anzóis para que possamos viver em paz e harmonia, enquanto enxugas as lágrimas dos que são menos afortunados que nós.
E não conheçamos mais a guerra, à medida que nos esforçamos para nos tornar o que esperas de nós: Teus filhos e filhas.
Amém.
[Desmond M. Tutu – Prêmio Nobel da Paz - Arcebispo Emérito da Cidade do Cabo – África do Sul.
Tradução: Ricardo Gondim]

Teologia e compaixão

Por Ricardo Gondim

A narrativa bíblica não é unânime ao tentar responder o por quê do sofrimento humano. Nos textos que fazem parte do Pentateuco (Torá), bênção e maldição dependem fundamentalmente do cumprimento da lei. O capítulo clássico de Deuteronômio 28 atrela desobediência e obediência a todos os males e todas as bênçãos divinas. Fica claro: se algum judeu procura viver sem grandes problemas que cuide de obedecer os pormenores dos mandamentos.
Essas premissas não se sustentaram ao longo da história. No salmo 44, o poeta reclama com Deus. Ele está bravo. O Senhor vendeu o seu povo por uma ninharia e não lucrou nada com isso. O salmista prossegue em sua indignação, alegando que Israel vinha cumprindo o seu lado, mas que isso não adiantou nada:
Tudo isso aconteceu conosco, sem que nos tivéssemos esquecido de ti, nem tivéssemos traído a tua aliança. Nossos corações não voltaram atrás, nem os nossos pés se desviaram da tua vereda. Todavia, tu nos esmagaste e fizeste de nós um covil de chacais e de densas trevas nos cobriste.[44:17-19].
Depois do exílio babilônico, os judeus buscaram em várias teorias alguma explicação. Era preciso uma lógica que justificasse Deus abandonar a menina dos seus olhos. Como essa menina, objeto de seu amor ficou à mercê de inimigos implacáveis e cruéis?  Se a lógica do cumprimento da Torá não servia, duas obra despontaram: Jó e Eclesiastes.
No Eclesiastes, a narrativa está carregada de pessimismo e fatalismo. Em diversas ocasiões, o autor (ou autores, já que alguns biblistas consideram o Eclesiastes uma coletânea de textos e não a produção de uma só redator) chega às raias do niilismo moderno: Refleti nisso tudo e cheguei à conclusão de que os justos e os sábios, e aquilo que eles fazem, estão nas mãos de Deus. O que os espera, se amor ou ódio, ninguém sabe. Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos, acontece com quem teme fazê-los. Este é o mal que há em tudo o que acontece debaixo do sol: O destino de todos é o mesmo. O coração dos homens, além do mais, está cheio de maldade e de loucura durante toda a vida; e por fim eles se juntarão aos mortos [Eclesiastes 9:1-3].
Para o Eclesiastes a vida é absurda. Não é possível distinguir, nos sofredores, que são os bons cumpridores da Torá e os ímpios. Quem sacrificou a Deus e quem oprimiu Israel se sujeitam ao tempo e ao acaso da mesma maneira.
Já na prosa e poesia de Jó as pessoas que tentaram especular sobre os por quês dos atos divinos erraram. A mulher, os amigos e o próprio Jó buscaram respostas, mas acabaram sem entender a mente do guardador de Israel. Por que ele age tão sem critérios na distribuição dos seus favores? Afinal de contas, o sofredor, Jó, é homem justo e temente a Deus. Morrem seus filhos e ele perde tudo. Ninguém conseguiria entender como uma divindade poderosíssima aposta com um adversário teoricamente inferior. Se Deus gerencia os sofrimentos, não existe explicação para ele envolver a descendência de um justo numa disputa tola, que sequer diz respeito à humanidade.
Jó não se conforma. Ele se rebela, esperneia, grita, contra a sorte que caiu sobre a sua cabeça. Depois de expor sua revolta, Deus se alonga num discurso vago. O Senhor não oferece explicação razoável, apenas conjectura sobre seu poder de criar o Universo. Os porquês divinos não satisfazem.
Assim, como lidar com o lamento de tanta gente anônima? Como olhar, em retrospectiva, as monumentais tragédias de pessoas, famílias e gerações?
Acredito que o texto bíblico pode ajudar pela via negativa. Pelo menos três respostas devem ser evitadas diante do mal.
1. Colocar o sofrimento na conta dos mistérios insondáveis da divindade. Quando nos vemos em acidentes trágicos, parece fácil escapar com a afirmação de que aquele infortúnio faz parte dos mistérios e que não convém perder tempo investigando sobre o que nunca saberemos a resposta. Tal postura pode refletir, muitas vezes, uma fuga. Parece mais confortável dizer: Deus quis assim e sucumbir ao fatalismo. Também, demolir o conceito antigo de que uma lei garantiria bem estar, requer coragem. Muitos se resignam, pois sair de uma cerca presumivelmente capaz de nos guardar do mal significa jogar-se no descampado da contingência.
Jó ensina, entretanto, que indagar, e resistir internamente, na hora do sofrimento nunca é pecado. (Em Isaías, o próprio Deus ordena que o povo o questione: Vinde e argui-me.) Há algum tempo, uma pessoa me provocou: – De onde vem sua petulância de querer repensar tudo? Em Jó, aprendemos: não existe problema em repensar as ideias que me deram uma falsa sensação de segurança. Se os alicerces ruíram na dor, eles não tinham a solidez que imaginávamos na bonança. Não creio em fé que se acaba diante de questionamentos difíceis. Se alguma convicção não se sustenta na frente de quem acabou de sair de uma situação infernal como Auschwitz, Ruanda ou Gaza, ela não merece ser mantida. Se a morte desnecessária de uma criança esvazia uma certeza, talvez ela não mereça sequer continuar como convicção.
O filósofo alemão Leibniz dizia que a visão de um Deus que encobre seus atos malévolos, o tornaria pior do que Calígula, que escrevia as leis em letras minúsculas e mandava publicá-las em um lugar tão alto, que ninguém as conseguia ler. De fato, um Criador que age na penumbra, que não se abre para o diálogo, não passa de um monstro. Perguntas podem levar a novas perguntas e essas indagações, a mais dúvidas. E mesmo que continuemos sem resposta definitiva, vale o aprofundamento das questões. Fascina buscar novas respostas. O sofrimento, portanto, talvez nos leve a questionamentos sem fim. Esperemos que a última resposta seja, quem sabe, o convite a um abraço.
2. Dissimular o argumento com frases piedosas. Entre religiosos, o debate se esvazia muitas vezes antes dos conteúdos serem elaborados. Os sustos que uma indagação mais aguda levanta geram espanto. Alguns preferem a ilusão à realidade. Os amigos de Jó ensinam ao longo do texto que não adianta querer argumentar com quem já tem as certezas estabelecidas. Depois que rotularam e causaram um péssimo ambiente, os amigos de Jó não estavam dispostos a ouvir mais nada. De fato, quando o dogma é internalizado como verdade, qualquer tentativa de chamar ao bom-senso esbarra em escrúpulos piegas. Esta é a fé mais pueril. “Creio assim e não admito que você tente me dissuadir do contrário”. Ponto final.  O livro de Jó instiga: Por que não se valer da crise para testar se as certezas se sustentam quando o chão treme e o vendaval leva tudo com ele?
Se Pensadores judeus repensaram antigas concepções após o exílio babilônico, após os pogroms da Idade Média e após o holocausto nazista, os pensadores cristãos devem fazer o mesmo. Após Auschwitz não foi mais possível pensar em Deus como o maquinista que mantém o trem da história nos devidos trilhos; depois de Ruanda a crise do teísmo só se agudizou.
Jesus, ciente dos primitivos arranjos teológicos para enfrentar o sofrimento, descartou a lógica de causa e efeito da lei. Ele não foi um fatalista. O Nazareno intuiu corretamente: quem sofre não quer teologia, precisa tão somente de compaixão. A estrada que a teodiceia tentou produziu mais aporismos. Está claro: nenhum sistema consegue oferecer todas as respostas para a morte estúpida e desnecessária de milhões ao redor do mundo.As guerras matam inocentes. O acúmulo de riqueza joga comunidades inteiras no ralo. O ódio religioso chacina. Portanto, ao lidar com o sofrimento as três respostas da Bíblia hebraica permanecem inadequadas. Obediência ou desobediência (Torá), aleatoriedade ou contigência (Eclesiastes) e ignorância diante da dor (Jó) fracassaram também em gerar compaixão. Explicar o porquê não oferece necessariamente colo, abraço.
Cabem no mundo de hoje pelo menos duas vias: uma que misture ousadia de questionar e compaixão de acolher; e a outra que priorize justiça como alvo e paz como destino. Ao nos debruçarmos sobre a estúpida banalização do mal, sobra inquietação.  Nada e ninguém justificam a barbárie. Sendo assim, se nossas angústias suscitam novas perguntas, não esqueçamos: carecemos de regaço mais do que infinitas argumentações.
Soli Deo Gloria


sábado, 15 de novembro de 2014

IMPORTANT MESSAGE!!!


Jesus is calling you to the Kingdom of Salvation.
IMPORTANT MESSAGE, Thank you Jesus Christ for your Grace and The Cross. What must I do to be Saved?
Recognize that you need The Lord, Jesus Christ and The Holy Spirit.
The greatest question in the Bible is How do you find Christ? The first step in finding Christ is to recognize that you need him, that you are a sinner, that you have violated the principles of truth in the word of God. The Bible say’s in Romans 3:23 “For all have sinned, and come short of the glory of God”. I have sinned and you have sinned, and because we have sinned we must have the blood of Jesus Christ cleanse us from all sin. Our morality cannot save us, our goodness cannot save us, and our acts of kindness cannot save us.
Repent and Confess your sin
The Bible says in 1 John 1:9 “If we confess our sins, he is faithful and just to forgive us our sins, and to cleanse us from all unrighteousness.” Now you might be thinking that you are not good enough. I want you to know that God can save to uppermost. It does not matter what you have done, he can save you. God loves us even though we are sinners. The Bible says in Romans 5:8 “But God commendeth his love toward us, in that, while we were yet sinners, Christ died for us.” God has made it possible through the gift of his son for you to be saved. That provision is God’s gift. The Bible says in Romans 6:23 “For the wages of sin is death; but the gift of God is eternal life through Jesus Christ our Lord.” For it is by Grace that you have been saved through Faith. It is not of yourself, it is the gift of God that you have been saved, not by works so that no one can boast. So you see, you cannot get to Heaven by being good or by doing his works or acts of kindness. You only get to Heaven because you have confessed your sins. There must be the repentance of sin which means you must turn away from your sins. The Bible says in Mark 1:15 “the kingdom of God is at hand: repent ye, and believe the gospel.”
Repent means to turn away, walk and go another way.
The Gospel - The life, death and resurrection of Jesus Christ.
That if you confess with your mouth to our Lord Jesus and if you believe in your heart, that God raised Jesus from the dead, you will be saved. For it is with your heart that you believe and are justified and with your mouth that you confess your sin and are saved. The result is eternal salvation, for the Bible says in Romans 10:13 “For whosoever shall call upon the name of the Lord shall be saved.” The Bible says that salvation is found in no other name given among men under Heaven, other than the name of our Lord Jesus Christ. So if you want to find Christ all you have to do is pray this prayer. But the words themselves will not save you. Only faith in Jesus Christ can provide salvation!
A Prayer to Eternal Salvation
Lord Jesus Christ, I confess that I’m a sinner. I ask you to forgive me of my sins and to cleanse me of all unrighteousness. I believe that Your Son Jesus died in my place, to pay the penalty for my sin, and rose again for my salvation. I want to turn from my sinful ways, so I now ask you, Lord Jesus, to come into my life as my Savior and my Lord. I will serve you and obey you. I will read your word and I will follow Christ from this day forward all the days of my life. In Jesus name I pray, Amen.
Now with your faith in Jesus Christ you have stepped from darkness into the light.
The difficulties of living as a Christian in a sinful world are many. Therefore it is important that you seek other Christians to help you sustain your resolve. Go to a Bible believing Church as often as you can to help you support your beliefs and obey The Ten Commandments.
John 14:26 - But the Comforter, [which is] the Holy Ghost, whom the Father will send in my name, he shall teach you all things, and bring all things to your remembrance, whatsoever I have said unto you.
And the spirit of the LORD shall rest upon him, the spirit of wisdom and understanding, the spirit of counsel and might, the spirit of knowledge and of the fear of the LORD;
Important read your bible - stick to the King James Bible version. There are too many corrupted bibles out there.
And if any man shall take away from the words of the book of this prophecy, God shall take away his part out of the book of life, and out of the holy city, and from the things which are written in this book. Book of Revelation 22:19
Because strait is the gate, and narrow is the way, which leadeth unto life, and few there be that find it. Matthew 7:14
God bless all my friends. Please share with all your friends. I get my post from a reliable King James site. Please copy and paste, share with everyone. We are living in the end times. Important message!!! For those already SAVED, all praises to our Mighty Lord Jesus Christ. .

Características do Espírito de Jezabel

 

Eis aqui algumas características que acompanham a operação desse espírito demoníaco.

Lembre-se que as pessoas fortemente influenciadas pelo espírito de Jezabel apresentarão muitas delas, num momento ou outro, embora não necessariamente na ordem descrita. Uma característica isolada não indica que alguém tenha o espírito de Jezabel. Pode significar apenas que a pessoa é emocional e espiritualmente imatura. No entanto, sempre que houver uma combinação de várias dentre as 14 características relacionadas, isso será uma forte evidencia de que o indivíduo esteja debaixo de influência maligna.

Lembremos também que uma característica pode ser bem visível enquanto outra pode estar oculta, mas mesmo assim mostrar-se bem acentuada.
Uma manifestação prolongada de qualquer uma dessas características exige uma avaliação mais atenta do indivíduo e da situação.

1- Embora a princípio seja difícil perceber, o indivíduo sente-se profundamente ameaçado pelos profetas, os quais são seu principal alvo.
Embora ele pareça ter o dom de profecia, seu alvo na verdade é controlar aqueles que se movem na esfera profética.

2- Para aumentar seu favor, o indivíduo muitas vezes se aproxima do pastor e dos líderes locais e depois busca encontrar o elo mais fraco afim de dominá-lo. Seu objetivo final é governar toda igreja.

3- Em busca de reconhecimento do pastor e dos membros, o indivíduo forma associações estratégicas com pessoas que são reconhecidas como espirituais e têm influência na igreja.

4- Para parecer espiritual, o indivíduo busca reconhecimento manipulando as coisas e buscando tirar vantagem. Muitas vezes, compartilha sonhos e visões provenientes de sua própria imaginação ou que ouviu de outros.

5- Quando o indivíduo recebe um reconhecimento inicial, geralmente responde com falsa humildade. No entanto, tal atitude não dura muito.

6- Quando é confrontado, o indivíduo se coloca na defensiva. Ele justifica suas ações com frases do tipo "Estou obedecendo a Deus" ou "Deus me disse para fazer isso".

7- Muitas vezes, o indivíduo alega ter grandes revelações espirituais sobre o governo da igreja, mas não busca autoridades legítimas. Em geral, primeiro compartilha suas opiniões com outras pessoas. Sua opinião pessoal muitas vezes se torna a "última palavra" sobre várias questões, fazendo com que se sinta superior ao pastor. No entanto, mesmo que sua revelação seja proveniente de Deus, ele prefere sair falando em vez de orar.

8- Com motivos impuros, o indivíduo busca se aproximar de outros. Parece desejar fazer "discípulos" e precisa de constante afirmação de seus seguidores.

9- Esse indivíduo prefere orar pelas pessoas em particular (em outra sala ou num canto isolado), para não ter de prestar contas a ninguém.
Assim, suas revelações e falsas "profecias" não podem ser questionadas.

10- Ansioso para conseguir o controle, ele reúne as pessoas e procura ensiná-las. Embora, a princípio, o ensino possa ser correto, ele apresenta "doutrinas" que não possuem fundamentos na palavra de Deus.

11- Enganando os outros com profecias carnais e falando aquilo que as pessoas gostam de ouvir, ele busca acima de tudo conseguir credibilidade. Profetiza meias verdades ou fatos pouco conhecidos, como se fossem revelações divinas, torcendo seus pronunciamentos anteriores e fazendo parecer que se cumpriram na íntegra.

12- Embora a imposição de mãos seja um princípio bíblico, esse indivíduo gosta de compartilhar um nível "mais elevado" no espírito e derrubar as paredes que prendem as pessoas, por meio da imposição de mãos.
No entanto, seu toque transmite maldição. Em vez de uma benção santa, o que ele transmite mediante seu toque é um espírito maligno.

13- Mascarando uma auto-estima deficiente com orgulho espiritual, ele deseja ser visto como a pessoa mais espiritual da igreja. Pode ser o primeiro a chorar, clamar, etc, afirmando estar recebendo uma carga de Deus. No entanto, não é diferente dos fariseus que queriam que suas boas ações fossem vistas e suas virtudes reconhecidas pelos homens.

14- Lamentavelmente a vida familiar desse indivíduo é turbulenta. Ele pode ser solteiro ou casado. Quando é casado, seu cônjuge geralmente é espiritualmente fraco, não convertido ou miserável. Esse indivíduo tem tendência de dominar todos os membros de sua casa.

Do livro "Desmascarando o espírito de JEZABEL" de John Paul Jackson

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Boa noite!!!


JÓ 34:29 Mas, se ele permanecer calado,
quem poderá condená-lo?
Se esconder o rosto,
quem poderá vê-lo?
No entanto, ele domina igualmente
sobre homens e nações,

AUTORIDADE E PODER

CH Mackintosh Se houve um tempo na história da igreja professa que era mais necessário do que nunca para ter autoridade divina para o caminho cristão, e poder divino para andar nele, então é precisamente essa. Há tantas opiniões conflitantes, as vozes dissidentes opostos escolas partes contenciosas, de todos os lados, estamos em perigo de perder o nosso equilíbrio e ser arrastado quem sabe onde. Vemos o melhor dos homens colocando em lados opostos da mesma questão; homens que, tanto quanto o nosso apreço vem, parecem ter um único olho para a glória de Cristo, e levar a Palavra de Deus como sua única autoridade em todas as coisas. O que, então, é fazer com que uma alma simples? Que atitude é tomar um fora de toda esta situação? Não há um porto tranquilo e seguro para ancorar nosso barquinho longe das ondas ferozes do oceano agitado e tempestuoso de opiniões humanas? Sim, bendito seja Deus, não existe. E o leitor pode experimentar este momento a bênção profunda para ancorar lá. É o privilégio criança mais simples doce de Deus, o menino Jesus mais fácil, a autoridade divina para seu caminho e poder divino para se mover através dele-autoridade para a sua posição e poder de ocuparla-, autoridade para o serviço e poder para realizá-lo. O que é? Cadê? A autoridade está na palavra de Deus ; poder na presença divina . Então eu bendito seja Deus, todo filho de Deus pode saber isso; na verdade, deveria saber, pela firmeza do seu caminho ea alegria de seu coração. Olhando para a atual condição dos cristãos professos, em geral, fica-se surpreso com este fato muito triste, ou seja, que eles são tão poucos preparados para enfrentar as Escrituras em todos os pontos e em todos pessoal doméstico, industrial, comercial e eclesiástico. Uma vez que a questão da salvação da alma foi resolvido e oh, quão verdadeira raramente é resolvido - então as pessoas realmente consideradas a liberdade de dispor do domínio Sagrada Escritura, e arremete contra os perdidos águas turbulentas da mente humana e da vontade, onde todos podem pensar, escolher e agir por si mesmo. Agora, nada é mais certo do que isso, que quando se é simplesmente uma questão de opinião humana, a vontade do homem, ou por algum juízo humano, não há sombra de autoridade, e não uma partícula de energia. Sem opinião humano tem qualquer autoridade sobre a consciência; nem pode comunicar falta de energia na alma. É aceitável, na medida de seu próprio valor, mas não tem nenhuma autoridade ou poder para mim. Eu preciso ter a Palavra de Deus ea presença de Deus, caso contrário, eu não posso dar um único passo. Se qualquer coisa, não importa o que, se interpõe entre a minha consciência ea Palavra de Deus, eu não sei de onde, não sei o que fazer ou para onde se virar. E se alguma coisa, não importa o que, se interpõe entre o meu coração ea presença de Deus, eu sou absolutamente impotente. A Palavra do meu Senhor é o meu único diretório; Sua morada em mim e comigo, meu único poder. "Não to mandei eu você ... o seu Deus está com você." Mas o leitor pode sentir-se pronto para perguntar: "É verdade que a Palavra de Deus contém guia completo para todos os detalhes da vida? Diga-me, por exemplo, eu vou onde o dia do Senhor; eo que eu faço de segunda-feira de manhã até sábado à noite? Eu estou indo na minha jornada pessoal, minhas relações domésticas, na minha posição de negociação em minhas associações e pontos de vista religiosos? " Certamente que sim. A Palavra de Deus nos prepara ou totalmente equipado para toda boa obra (2 Timóteo 3:17), e nenhum trabalho para que ela não nos preparar, pode ser bom, mas ruim. Portanto, se você não consegue encontrar a autoridade para o lugar onde ele vai no dia do Senhor, não importa onde sea- deve parar imediatamente indo. E se você não consegue encontrar a autoridade para fazer segunda-feira, você deve parar imediatamente. "Obedecer é melhor do que o sacrificar, eo atender, do que a gordura de carneiros" (1 Sm 15:22). Honestamente enfrentar Escrituras. Vamos inclinar sob sua santa autoridade em todas as coisas. Submeter-nos com humildade e reverência à sua direção celeste. Desista de todo hábito, a cada prática, cada associação-de qualquer natureza, ou aprovado por quem fuere- para o qual não temos autoridade direta da Palavra de Deus, e que não podemos desfrutar da sensação de Sua presença na vida de Seu humor sensibilizada. Este é um ponto da maior importância grave. Na realidade, seria impossível para a linguagem humana poderia expressar com força adequada ou, em termos adequados, a imensa importância da submissão absoluta e completa para a autoridade das Escrituras em todas as coisas, sim, e podemos dizer com ênfase em toda a coisas. Uma de nossas maiores dificuldades práticas em lidar com almas, decorre do fato de que eles não parecem ter qualquer idéia de se submeter a todas as coisas nas Escrituras. Não quer ser confrontado com a Palavra de Deus, nem consentimento para ser ensinado exclusivamente por suas páginas sagradas. Credos e confissões; formulações religiosas; mandamentos, doutrinas e tradições dos homens essas coisas em si ser ouvido e estar sujeito a eles. Para nossa própria vontade, o nosso próprio julgamento, nossas próprias opiniões de coisas, eles serão permitidos amplo espaço. Conveniência, localização, reputação, influência pessoal; utilitarismo; a opinião de amigos; pensamentos e exemplo de boas e grandes homens; medo de magoar ou ofender aos que se ama e estima e com quem pode ter sido associado por muito tempo em nossas vidas, e serviços religiosos; medo de ser presunçoso pensar; quer evitar a todo custo o aparecimento de julgar ou condenar muitos a cujos pés se sentava goodwill: todas essas coisas agir e exercer uma influência mais perniciosa na alma, e evitar a rendição completa de nós mesmos para a autoridade suprema do a Palavra de Deus. Que o Senhor graciosamente agitar nossos corações sobre este assunto solene! Que Ele possa nos conduzir pelo Espírito Santo, para ver o lugar real, o valor eo poder da Sua Palavra! Está provado que a Palavra em nossas almas como a única regra totalmente o suficiente para que tudo não importa o que- ela própria não com base na sua autoridade, absolutamente rejeitado sem hesitação! Então podemos esperar para fazer progressos. Então, o nosso caminho será como "o caminho dos justos, como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até o dia perfeito" (Provérbios 4:18). Nós nunca estaremos satisfeitos em relação a todos os nossos hábitos, todas as nossas estradas, com todas as nossas associações, nossa posição religiosa e nosso serviço, tudo o que fazemos e tudo o que fazemos; o lugar para onde estamos indo e onde nós não vamos até podemos realmente dizer que temos a aprovação da Palavra de Deus e à luz de Sua presença! Aqui, e somente aqui, encontra-se a AUTORIDADE segredo profundo e belo e poder. CHM

AT THE MASTER’S FEET (Aos pés do Mestre)


 C. H. Spurgeon

9 de novembro

TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS

Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor: que todo o joelho se dobrará diante de mim, e toda a língua confessará a Deus. De maneira que, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (Rm 14:11-12, ARC, Pt)

Dá contas da tua mordomia” bem pode ser uma ordem para os ímpios (Lucas 16:2). Eles são responsáveis perante Deus de tudo o que têm, ou do que alguma vez tiveram, ou do que terão. A lei do Senhor não é menos severa perante o seu pecado; são responsáveis perante Deus, apesar de tentarem fugir do jugo do Todo-poderoso. Como criaturas formadas pela mão divina e sustentadas pelo Seu poder, têm o dever de servir a Deus, e se não o fazem, Deus reclamará deles: “Dá contas da tua mordomia.

Este texto também se aplica aos filhos de Deus, os homens temerosos de Deus, mas num sentido diferente. Em primeiro lugar, os homens temerosos de Deus são filhos de Deus e permanecem em Cristo. Não são somente criaturas de Deus, já que Jesus Cristo pagou tudo o que deviam na sua condição de pecadores, e Se converteu em seu Substituto e Salvador. Portanto, estão num lugar diferente do resto dos homens pois, logo depois de terem sido adotados na família de Deus e terem sido salvos pela graça, Deus confiou-lhes talentos que devem usar para a Sua honra e glória. Ao serem salvos e ao chegar a ser filhos de Deus, convertem-se em Seus servos e, como tal, são responsáveis perante Ele e terão de prestar contas da sua mordomia.

A Bíblia, do princípio ao fim, num ano: Jr 30-32


O CAMINHO DA SALVAÇÃO


Arthur Pink

O que devo fazer para ser salvo? Salvo do quê? De que desejas ser salvo? Do inferno? Isso não prova nada. Ninguém quer ir lá. O assunto entre Deus e o homem é O PECADO. Queres ser salvo disto?

O que é o pecado? O pecado é uma espécie de rebelião contra Deus. É auto-complacência; é ignorar as reclamações de Deus, e ser indiferente por completo ao feito de que a nossa conduta pode agradar ou desagradar a Deus.

Antes que Deus salve um homem, Ele convence-o da sua pecaminosidade. Não quero dizer com isto que Ele diga como muitos dizem, “Se, todos somos pecadores, já o sabemos.” Pelo contrário, quero dizer que o Espírito Santo me faz sentir no coração que tenho estado toda a minha vida em rebelião contra Deus, e que os meus pecados são tantos, tão grandes, tão negros, que temo estar fora do alcance da misericórdia divina.

Tiveste esta experiência alguma vez? Já te sentiste totalmente indigno para o céu e ofuscado na presença de um Deus Santo? Percebes que em tí nada há bom, nem nada bom acreditado à tua conta; e que sempre amaste as coisas que Deus odeia e odiaste as coisas que Deus ama?

Ao pensares nestas coisas não se te tem quebrantado o coração ante Deus? Não te lamentas seu haveres ter feito mau uso das Suas misericórdias, das Suas bênçãos, por teres abusado do Dia do Senhor, por ter descartado a Sua Palavra, e por não Lhe haveres dado um lugar verdadeiro nos teus pensamentos, nas tuas afecções e na tua vida? Se não tens visto nem sentido isto pessoalmente, então atualmente não há esperança para tí, pois Deus diz ”Antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lc 13:3 ARC1995). E se morrer em sua condição atual, estará perdido para sempre.

Mas se tiveres chegado ao lugar onde o pecado é a tua maior praga, onde ofender a Deus é o teu maior pesar, e onde seu maior anelo é agradar-Lhe e honrá-Lo a Ele; então tens esperança. “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19:10 ARC1995) Ele salvar-te-á, se estiver pronto e disposto a abandonar as armas da tua rebelião contra Ele, se te inclinas ao Seu Senhorio, e se te rendes ao Seu controle.

O Seu sangue pode limpar a mancha mais obscura. ASua graça pode sustentar ao mais débil. O Seu poder pode libertar ao que sofre com provas e tentações.“Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.”(2Co 6:2 ARC1995) Cede ante as reclamações de Deus.

Dá-lhe o trono do teu coração. Confia na Sua morte expiatória. Ama-O com toda a tua alma. Obedece-Lhe com todas as tuas forças, e Ele te guiará para o Céu. “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (At 16:31 ARC1995)

Bom dia!


domingo, 19 de outubro de 2014

Boa noite!


RAZÕES PARA NÃO CAIRMOS NA ANSIEDADE:


O texto mostra oito razões para dizermos não a ansiedade:
1ª) Porque os bens deste mundo podem ser roubados ou deteriorados (v.19-21).
2ª) Porque os bens deste mundo podem poluir a vida com a cobiça (v.22-23). Os olhos são a lâmpada do corpo (vide Pv. 23:4-5).
3ª) Porque os bens deste mundo exigem do homem uma dedicação de servo, e o homem é colocado entre duas opções (v.24). A ansiedade é um sentimento dos escravos dos bens materiais.
4ª) Porque uma das estratégias do inimigo é fazer o homem lutar por coisas que não relação com aquilo que é a sua necessidade básica (v.25 e Pv. 30: 8). O Espírito em comunhão com Deus é quem determina a plenitude da vida, não o nosso organismo. Assim como não é uma roupa bem apresentada que prova o estado de saúde do corpo. Tem muitas pessoas gravemente enfermas e esconde através de uma aparência produzida.
5ª) A ansiedade impede o homem de possuir as coisas, quando elas lhe são dadas. Porque ele não acredita na promessa dAquele que sempre supre as nossas necessidades.
Busca conseguir por seus próprios meios e fica ansioso.
6ª) A ansiedade vem quando não crê no senso dos valores de Deus (v.26).
Creia que você tem valor para Deus, confiando em que Ele sabe o que é melhor para você.
7ª) A ansiedade não prolonga a vida, ela não pode aumentar os anos da existência humana (v.27).
8ª) A ansiedade não produz fé, porque ela não descansa na provisão diária de Deus (v.30; Sl. 37:25).
Conclusão: Deus sabe e conhece quais são as necessidades humanas, dando-nos o que precisamos e não o que queremos. (v.31-32).
Hoje não é o dia de nos preocuparmos com o amanhã (v.34). Se você pode solucionar ou impedir um problema que vai estourar amanhã, ou no próximo mês, faça algo no sentido de resolvê-lo.
Aprendendo o segredo do sustento:
- Trabalhando pela expansão do Reino de Deus. 
- Colocando Deus como prioridade
- Vivendo a verdade do Reino de Deus (Pv. 12: 17).